O diagnóstico formal não é um pré-requisito absoluto para a psicoterapia. Ele pode fazer parte de um processo que busca facilitar a utilização das melhores evidências disponíveis para ajudar o paciente a alcançar seus objetivos, mas que também precisa levar em consideração a individualidade do paciente e as suas preferências, o que nem sempre depende de um diagnóstico formal.
Diagnóstico formal é importante para:
– Apoiar a escolha de Intervenções: pode direcionar o terapeuta para abordagens e técnicas que demonstraram eficácia em pesquisas com populações semelhantes, o que aumenta a probabilidade de realizar um tratamento bem-sucedido para o problema específico do paciente;
– Facilitar a comunicação entre profissionais, especialmente em casos de tratamento multidisciplinar;
– Padronização para pesquisa: categorias diagnósticas padronizadas é essencial para a pesquisa em saúde mental, permitindo a coleta e análise de dados sobre a prevalência, os fatores de risco e a eficácia de diferentes tratamentos para transtornos específicos;
– Dar acesso a serviços, recursos e direitos: diagnóstico formal pode ser um requisito para que o paciente tenha acesso a determinados tratamentos, programas ou benefícios;
No entanto o diagnóstico não centra em si – por si – o objetivo do atendimento psicoterapêutico. Ele não substitui a necessidade de uma compreensão individualizada do paciente e da construção de uma relação terapêutica sólida. E a decisão de buscar ou utilizar um diagnóstico formal deve ser ponderada em conjunto com o paciente, considerando as necessidades do paciente, os potenciais benefícios e limitações dele, em cada caso.
A PPBE valoriza uma abordagem flexível e centrada no paciente.
Um terapeuta que trabalha com PBE pode realizar uma avaliação diagnóstica formal quando for relevante para orientar o tratamento com IES – Intervenções Empiricamente Suportadas – ou para fins administrativos, mas também pode optar por focar na formulação de caso e utilizar intervenções eficazes para problemas específicos, mesmo sem um diagnóstico formal.
O diagnóstico formal não é um pré-requisito absoluto para a psicoterapia na Prática Baseada em Evidências. Nessa abordagem, o foco principal é utilizar as melhores evidências disponíveis para ajudar o paciente a alcançar seus objetivos, levando em consideração sua individualidade e preferências.


